Bem-vindos!

Bem-vindos!
Um blog voltado à reflexão crítica, à divulgação de notícia, textos, livros interessantes... um blog para "bloggear". Aqui você encontra um pouco de minhas aulas, de meus pensamentos e minhas experiências cotidianas na UFSM e fora dela.

sábado, 14 de novembro de 2009

JAI - 24ª Jornada Acadêmica Interdisciplinar

Ser capaz de fazer críticas propositivas a um pesquisador implica desejar que o outro cresça. Infelizmente, algumas pessoas têm a fantasia de que o crescimento do Outro leva ao "decrescimento" dela mesma.
Como disse Walter benjamin,
"Uma vivência, algo pelo qual simplismente eu passei, eu atravessei, ou algo que me aconteceu, ela não é nada se ela não puder ser transformada em alguma narrativa compartilhavel e transmissível ao grupo ao qual eu pertenço. É a transmissão, é o compartilhar, que transforma a vivência em experiência".

sábado, 7 de novembro de 2009

Boa Sociedade

Entrevisa com Bauman:
acredito numa “boa sociedade” – definida como aquela que se recrimina sem cessar por não ser suficientemente boa e não estar fazendo o suficiente para se tornar melhor...
Fonte: MLG Pallares-Burke - 2004 Disponível em www.scielo.br/pdf/ts/v16n1/v16n1a15.pdf

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As Botinas de Guerino ou de Como Enclausuramos Corpos de Crianças

Às vezes temos uma mania de achar que as crianças mudaram muito e que só as crianças da atualidade têm manias e fazem birras por qualquer coisa.
A Jess tem implicância com sapatos. Não gosta de nada que aprisione seus pés. Por ela, só andaria descalça, de chinelo ou crocks (Ah, que invenção!). Já fiz de tudo. Forcei, subornei, ignorei... Mas as lágrimas que saem não são de crocodilo. São reais.
Primeiro achei que só ela fazia isso e que eu devia ter culpa nisso tudo. Afinal, cada vez mais as crianças estão sendo mimadas e terminamos por atender seus pedidos. Mas, certo dia, chego à escola e vejo que uma de suas colegas está inchada de tanto chorar. Inicialmente, a mãe dela não quis me falar o que era, mas quando contei da minha dificuldade com os sapatos da Jess, ela desabafou: "Mas com a Fulana acontece o mesmo!". Aí, outras mães se agregaram...
Mas isso é apenas uma introdução às duas histórias que vou narrar.
História 1: As botinas de Guerino
Há muitos anos atrás (por volta de 1937), sapato era artigo de luxo (hoje alguns ainda são!). Na Linha 18 - Colônia Italiana perto da cidade de Passo Fundo - as crianças não usavam calçados. As de maior poder aquisitivo, ganhavam um par de sapatos para ir à missa. Iam até a igreja com os sapatos de baixo do braço e quando chegavam à porta colocavam os calçados.
Meu nonno comprou ao meu pai um par de botinas, que era mais acessível do que sapatos. Meu pai deveria ter uns sete anos.
Ele odiou as botinas. Além de serem incômodas, pois seu cano roçava as canelas, ele tinha vergonha, pois não eram SAPATOS. Então, quando iam à missa, calçava as botinas no caminho (meu nonno seguia à frente) para ir gastando as botinas. Chutava tudo quanto era pedra, para quem sabe, destruir as botinas e nunca mais precisasse passar vergonha.
História 2: O vestido de Natal
Fui passar o Natal na casa de meus nonnos. Isso deve ter acontecido no ano de 1975, quando eu tinha oito anos.
Minha nonna quis me dar um presente de Natal e considerou que um vestido seria uma boa pedida. Fomos caminhando até a loja Graziottin, também em Passo Fundo. Chegando lá, ela escolheu um vestido para mim e, é claro, detestei o modelito. Era azul-céu pálido, com um macho na frente. Eu queria mesmo era um brinquedo, mas já que não tinha escolha, queria pelo menos poder decidir sobre o modelo do vestido. Não ganhei a batalha. Sai de lá com o vestido escolhido por nonna Thereza, batendo os pés e deixando minha nonna para trás no longo caminho de volta à casa. Ainda lembro dos trilhos que costeávamos e de minha indignação. Conta meu pai nos dias de hoje que minha nonna denunciou que eu fui o trecho todo dando beliscões nela. Não sei se é verdade, mas existe alguma possibilidade!
Algumas conclusão que podemos tirar dessas pequenas histórias:
(a) botinas e vestidos são invenções incômodas;
(b) as crianças têm desejos e gostam de escolher o que vestem e calçam;
(c) as crianças não mudaram tanto assim como imaginamos;
(d) "nós, pais, sempre queremos impor algo aos filhos; e
(e) forçar" as crianças a usar algo de que não gostam não as matam.
Assim, deixemos os sentimentos de culpa de lado e prossigamos na difícil labuta de educar bem nossas crianças.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Rio de Janeiro - Conversas com o Povo

Na parada, esperamos pelo ônibus por quase 1 hora. Eu não estava ciente da situação caótica dos ônibus aqui (não param nos pontos, correm em demasia, não mantém o veiculo, etc).
Em princípio, tudo tranquilo. Apenas estudantes da UERJ na parada. Pedintes transeuntes constantes, mas nada ameaçador.
Passaram muitos ônibus, menos o que deveríamos pegar (o 391). Limitei a espera: mais três. Se não vier o nosso, pegamos um taxi.
Até que, surge uma figura que certamente estava sob efeito de alguma droga. Pára atrás de nós e fica à espreita. Não tive dúvidas: o primeiro taxi que passou, fiz sinal. Puxei o braço do maurício e nos mandamos.
O taxista era, no mínimo, uma criatura extremamente estressada (maurício até acha que estava cherado). Eu acho que ele apenas revelava a condição humana que vive no limite de seus nervos.
Ele foi logo dizendo:
- Eu quase não parei, pois não sabia se você estava fazendo sinal para mim ou para o ônibus. Ninguém pega taxi na parada de ônibus.
- É que nós íamos pegar o ônibus, mas estava demorando muito para passar.
- o Rio está um caos. Não tem segurança nenhuma. Eles não param, pois tem muito assalto. Entra muito crackeiro, que fica fumando, não paga passagem, os motoristas perdem a paciencia... para não se incomodar não páram.
- Mas ali é uma parada da universidade... são todos jovens estudantes...
- Mas tá cheio de jovens estudantes crackeiros.
- É verdade... isso não quer dizer nada.
- Eu acho que a prefeitura deveria exigir que em cada ônibus tivesse dois policiais, dois segurança. E a própria empresa deveria pagar.
Ele continua, bem exaltado (Maurício quieto...): - Esse prefeito que está aí está destruindo a cidade. Sabe o que ele tá fazendo? Ele tá tirando os camelôs das ruas. Tá limpando tudo. A maioria dos camelôs são ex-presidiários, não conseguem trabalho em lugar algum porque tem antecedentes criminais. O cara vai lá, consegue um empréstimo e compra a mercadoria. Aí, vem a prefeitura, toma tudo e ele volta pra casa sem nada e ainda tem que pagar o empréstimo. A situação aqui tá muito difícil. Tá insuportável.
Então, ele entra no assunto da lei seca... tomou uma cerveja, dois copos, com seu pai. A polícia o multou, rebocou o carro... e aí, começa a saga de retirar o carro, que eu conheço bem. Ele estava indignado: - Eu tive que pagar quase três mil reais para voltar a trabalhar. Sabe o que isso significa? O cara quer trabalhar e não pode.
Ele estava dirigindo o taxi do patrão, com o qual ele também estava indignado, pois estava no vermelho e não pagava ele também e ainda, ele tinha que ajudar o cara a "fechar".
Por fim, quase chegando ao hotel, o taxista reclama sobre a nova lei que proibe que o taxista coloque propaganda no vidro do carro: - O prefeito quer mandar até no meu carro. Não dá assim. Já controla tudo e ainda quer mandar no que não é dele!
É isso aí: até onde o ser humano aguenta? E se não aguenta, que subterfúgios encontra para sobreviver?
E o Rio de janeiro continua lindo...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Loucura ou criatividade?

Quando e como julgar? Até onde pode ir a interpretação de um psicólogo?
Precisamos aprender a ver o todo antes de julgar...
E mesmo assim, é na interação dialógica que decidiremos um possível mutante certo e errado.
http://www.youtube.com/watch?v=H_hGQuTjI3U

domingo, 23 de agosto de 2009

Suzuki Shinichi_ Sábias Palavras


Comentei com meu marido que gostava de ir conversando no ônibus... de conhecer pessoas... Eis que, na minha leitura matutina, chego ao seguinte parágrafo do violinista Suzuki:
"Outra coisa que meu pai ensinou foi uma atitude de sociabilidade e vontade de aprender com os outros. Naqueles dias, a maior parte das viagens eram feitas por trem, e meu pai me ensinou que devemos nos deleitar com os contatos que fazemos em viagens, porque as pessoas que encontramos e as que sentam à nossa frente nos trens ou aviões foram colocadas ali pelo destino. Portanto, cumprimente-as. Pode levar a uma conversação. Aprenda a ser um bom ouvinte. A outra pessoa vive uma vida diferente da sua e sabe coisas que você pode não saber, você sempre pode aprender algo. Em vez de falar, estimule a outra pessoa a que faça e, acima de tudo, ouça. (...)" (p.84).
Suziki, Shinichi (2008). Educação é amor. O método clássico da educação do talento. Santa Maria: Pallotti.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ubuntu



A sabedoria africana nas palavras...
Ubuntu = "Eu sou o que sou devido ao que todos nós somos".
Essa é uma das leis máximas, perdida no caminhar da humanidade.
O que faço ou deixo de fazer não está vinculado somente a minha individualidade, mas reverbera nos oceanos dos humanos.
Ogun ko ni fe o si ewu lona wa = "Com a proteção de Ogun não haverá nenhum perigo em nosso caminho".
Que assim seja.

domingo, 9 de agosto de 2009

LEMBRANÇA PARA OS PAIS | HOMENAGEM | Geral - Diário de Santa Maria

Click no link que segue para ver o resultado da Entrevista que dei ao Diário de Santa Maria LEMBRANÇA PARA OS PAIS | HOMENAGEM | Geral - Diário de Santa Maria

Segue Minhas idéias por completo sobre o assunto:

A Fotografia
A fotografia é um recurso de informação e de comunicação. Ela informa fatos, acontecimentos da vida, mas, ao mesmo tempo, ela é um instrumento de comunicação, já que através delas partilhamos histórias de vida.
Se no passado tirávamos fotos apenas em momentos marcantes, como em casamentos, aniversários etc., hoje, cada vez mais, o ato de fotografar é uma prática cotidiana. As crianças não somente apreciam estar em fotos como elas adoram tirar fotos. Ao fotografarem, a criança para a ser também uma autora ativa das narrativas de vida. E isso não acontecia no passado.
Uma foto permite lembranças florescerem; olhar fotos é como fazer uma viagem no tempo e ter a certeza de que se pertence a uma família: “Como é bom ter um pai!... Ah, eu era assim... nós fazíamos isso juntos...”. Uma fotografia revela as presenças mas também as ausências, mexendo com os sentimentos.
Nesse jogo-brinquedo de tirar fotos, o vínculo entre pais e filhos pode se fortalecer. Pais e filhos brincam juntos de criar, de representar momentos.
Do mesmo modo, olhar álbuns de fotos junto com a família pode ter um efeito lúdico-terapêutico. Lúdico por que nos remete a uma atividade prazerosa infantil e terapêutica por que propicia o diálogo. Os pais, ao estimularem seus filhos a pensarem e perguntarem sobre as fotos de família, estão também estimulando a imaginação das crianças. Sendo a imaginação uma necessidade básica humana, podemos dizer que o diálogo de pais e filhos sobre família atua diretamente sobre o fortalecimento da saúde de seus rebentos.
Por isso, aqui deixo uma sugestão: Tirem muitas fotos com seus filhos, apreciem as fotos antigas com a família unida, estimulem seus filhos a fazerem perguntas sobre elas. Tenho certeza de que seus filhos jamais esquecerão esses momentos de informação e partilha!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Programa de Pós-Graduação da Psicologia da UFSM

Programa de Pós-Graduação da Psicologia da UFSM
Mestrado em Psicologia - ênfase em Psicologia da Saúde
Aqui está o link.:
http://www.ufsm.br/ppgp

quarta-feira, 29 de julho de 2009

http://familiaroso.myheritage.com.pt

Para visualizar a árvore genealógica da Família Roso visite http://familiaroso.myheritage.com.pt/

quinta-feira, 16 de julho de 2009

COISAS DA FACULDADE

COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER ANTES DE ENTRAR NA FACULDADE:(Enviado por Débora Durigon, aluna da Fono)

1. Não importa o quão tarde é a sua primeira aula, você vai dormir durante ela;
2. Você vai mudar completamente e nem vai notar;
3. Você pode amar várias pessoas de maneiras diferentes;
4. Alunos de faculdade também jogam aviões de papel durante as aulas;
5. Se você assistir às aulas calçado, todo mundo vai perguntar por que você foi tão chique para a faculdade;
6. Cada relógio no prédio mostra um horário diferente;
7. Se você era inteligente no colegial... azar o seu!
8. Não importa tudo o que você prometeu quando passou no vestibular, você vai às festas da faculdade, mesmo que sejam na noite anterior à prova final;
9. Você pode saber toda a matéria e ir mal na prova;
10. Você pode saber nada da matéria e tirar dez na prova;
11. A sua casa é um ótimo lugar para se visitar;
12. A maior parte da educação é adquirida fora das aulas;
13. Se você nunca bebeu, vai beber;
14. Se você nunca fumou, vai fumar;
15. Se você nunca transou, vai transar;
16. Se você não fizer nada disto durante a faculdade, não fará nunca mais na vida, a não ser que você faça uma nova faculdade;
17. Você vai se tornar uma daquelas pessoas que seus pais falaram para você não se meter com elas;
18.Psicologia é, na verdade, biologia;
19. Biologia é, na verdade química.
20. Química é, na verdade física;
21. Física é na verdade matemática;
22. Ou seja, que mesmo depois de estudar anos, você não vai saber nada;
23. Que sentir, depressão, solidão e tristeza, não são frescuras de quem não tem o que fazer;
24. Que você sempre vai prometer que no próximo bimestre você vai estudar mais, festiar menos, mas sempre acontecerá o contrário ;*
25. As únicas coisas que compensam na faculdade são os amigos que você fará lá;
26. Não verá a hora de terminar a faculdade;
27. E quando terminar, perceberá que foi a melhor época de toda a sua vida.


QUANDO A FACULDADE TERMINA OS SINAIS DE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ MAIS NA FACULDADE ACONTECEM QUANDO:

1. Fazer sexo em cama de solteiro é um absurdo;
2. Há mais comida do que cerveja na sua geladeira;
3. 6:00 h da manhã é quando você acorda, e não quando vai dormir;
4. Você escuta a sua música preferida num elevador;
5. Você carrega um guarda-chuva e dá a maior importância para a previsão do tempo;
6. Seus amigos se casam e se divorciam ao invés de ficarem e terminarem;
7. Suas férias caem de 130 para 15 dias por ano;
8. Calça jeans e camiseta não são mais consideradas vestimenta;
9. É você que chama a polícia porque a mulecada do vizinho não sabe como abaixar o som;
10. Você não sabe mais que horas os auto-lanches fecham;
11. Dormir no sofá te dá uma puta dor nas costas;
12. Você não tira mais aquele cochilo do meio-dia as 6 da tarde durante a semana;
13. Você vai farmácia comprar um remédio para a dor de cabeça e antiácidos ao invés de camisinhas e testes de gravidez;
14. Você come as comidas do café da manhã na hora do café da manhã;
15. Em mais de 90% do tempo em que você passa em frente a um computador você está trabalhando de verdade;
16. Você não bebe mais sozinho em casa antes de sair para economizar dinheiro antes da noitada;
17. E o mais importante... Você não tem tempo nem sequer de ler este e-mail e aproveitar para passá-lo
para seus velhos amigos, para que eles lembrem que também estão velhos e os bons tempos da faculdade PASSARAM DEPRESSA DEMAIS!!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Encontros com Mulheres


Hoje, aconteceu o primeiro grupo "DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS: CONVERSANDO SOBRE SAÚDE" com mulheres.
O objetivo geral do projeto é possibilitar um espaço de discussão e reflexão acerca de temas relativos aos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres em atendimento na Clínica de Estudos e Intervenções em Psicologia (CEIP) - Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (Prédio de Apoio) e da comunidade santamariense em geral através de encontros temáticos (oficinas).Os encontros fazem parte do projeto de extensão vinculado ao Grupo de Pesquisa “Saúde, Minorias Sociais e Comunicação”,e insere-se na Linha de Pesquisa “Direitos Sexuais e Reprodutivos, Minorias Sociais e Ideologia”.
Parabéns às facilitadoras do grupo Bárbara Bernardy, Juliana Cantelli, e à Amanda Alves que colabora como observadora. Vocês escrevem história: As pioneiras em grupos na psico da UFSM!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dica de Livro_Psicoterapia


Aí vai uma sugestão de leitura para quem está pensando em fazer psicologia, para quem está fazendo e para quem já é psicólogo:
Calligaris, C. (2008). Cartas a um jovem terapeuta, 2.ed. Editora Campus.
Pena que não li esse livro quando fiz estágio de clínica. Comprei hoje de tarde na Cesma e terminei hoje mesmo. Fácil de ler. Gostoso.
Uma amostrinha: dica de Contardo para os que pensam em ser psicoterapeutas:"(...) se você sofre,, se seus desejos são um pouco (ou muito mesmo) estranhos, se (...) você contempla com carinho e sem julgar (ou quase) a variedade das condutas humanas, se gosta da palavra e se não é animado pelo projeto de se tornar um notável de sua comunidade, amado e respeitado pela vida afora, então, (...) talvez a psicoterapia seja uma profissão para você" (p.18).
Ahã, quantos deveriam ter lido isso antes mesmo de entrar para a Psicologia!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Piadas de Psicólogo(a)

Quantas pessoas são necessárias para se trocar uma lâmpada?
O psicólogo responde: "Apenas uma, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada".

domingo, 5 de julho de 2009

Poesia - Era uma vez...

Linda Poesia, produzida por Valéri Camargo, Marisângela Spolaor Lena e Rosinéia Gass, para a disciplina Subjetividade e Clínica.

ERA UMA VEZ...
(Ai...!) Mais um dia comum
Onde o sonho me desperta
E a realidade me adormece
É cada dia...assim.

Arranquem! Levem daqui o revolucionário
Esse terrível ser que quer dormir 5 min mais

Qual o sentido disso tudo?
Sentido, motivo
Há algum tempo ignoro meus porquês
Pensar pra quê?
Basta fazer! Seguir o rastro!
Ser soldado de um comandante oculto

Ai, não tenho nada pra usar
Tudo me U.S.A
Tudo me muda
E eu que não mudo nada?

Tudo o que eu tenho vai fora
Põe o lixo pra fora...põe esse lixo pra fora!
Porque aqui dentro já tem lixo demais

E qual o sentido de tudo isso?
Sentido, sentimento
Uma percepção singular
Sentimento que se esvai
Sem sentido...

E eu, convocada
Meu cotidiano me chama
Sim, senhor!
Lá vou eu, passos dados sem notar
Sentido, retidão
Ordem
Marcha diária que sigo sem pensar
...e chego.

É um humano, vejam só! [cena que representa o psicólogo, sessão...]
Quantos sentidos perdidos
Tato, gustação, olfato, audição, visão
Quantos sentidos, quantos sentidos!
Me acho e me perco entre tantos
Entretanto, a marcha não pára

Sobe, desce, (des)cansa
Porque o humano em mim reluta
E a máquina pára...
Sentido, destino
Mão única, contramão
Sentido oculto

E cadê meu conto de fadas?
Minha história de magia?
Nessa vida, tão Real
Tudo o que é concreto desaba
E eu fragilmente me sustento
Andando de fantasia

[PS: frases como eco de pensamento]
Sentido, direção
Sentido, direção
Sem ti, direção
Sem ter, direção
Sentir
Direção

E FOI FELIZ PARA SEMPRE
E FOI
PARA SEMPRE

SEM
FIM

sábado, 4 de julho de 2009

Meus Artigos Publicados

Aqui está uma lista de alguns dos meus artigos:


ROSO, Adriane & GUARESCHI, Pedrinho. MEGAGRUPOS MIDIÁTICOS E PODER:
CONSTRUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NARCISISTAS. POLÍTICA & TRABALHO
Revista de Ciências Sociais, n. 26 Abril de 2007 - p. 37-54
http://www.cchla.ufpb.br/politicaetrabalho/arquivos/artigo_ed_26/artigos/artigo03.pdf

ROSO, Adriane. Psicologia social da saúde: tornamo-nos eternamente
responsáveis por aqueles que cativamos. Aletheia, n.26, p.80-94, jul./dez. 2007
http://pepsic.bvs-psi.org.br/pdf/aletheia/n26/n26a08.pdf

ROSO, Adriane. Ideologia e relações de gênero: um estudo de recepção das propagandas de prevenção da AIDS. Cad. Saúde Pública [online]. 2000, vol.16, n.2, pp. 385-397. ISSN 0102-311X
http://www.scielo.br/pdf/csp/v16n2/2088.pdf

sábado, 27 de junho de 2009

Sugestão de Livro



Billig, Michael (2008).


Argumentando e pensando - Uma abordagem retórica à psicologia social. Petrópolis: Vozes.


"Quando os oradores só concordam um com o outro, não há mais nada a dizer" (p.43).
Meu livro atual de cabeçeira.
A leitura desse livro me provoca uma nostalgia agradável, pois lembra quando me perdia nas salas subterrâneas da library da Columbia, lendo textos como o do Fournier, de 1883. Quanta energia sobre aqueles volumes... quanta magia!

Michael sacode ironicamente o instituído em Psicologia. O pessoal da CAPES deveria ler Michael com urgência, antes que a Psico vire um amontoado de produções sem nexo, assinadas por um bando de insanos vorazes por Qualis A Internacional, e concordantes com regras absurdas. Se o que vale é quanto você produz e não com que qualidade produz, basta segurar um dedo na mesma letra do teclado por horas a fio que se produz um texto. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Boa noite zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

quinta-feira, 25 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Olho

O olho grita, o olho sente, o olho navega por teus mares turbulentos e as ondas do meu ser transbordam sobre teu corpo implácido.
"O olhar é sempre virtualmente louco: é ao mesmo tempo efeito de verdade e efeito de loucura" (Barthes).
Ah, se você me dirigisse apenas um olhar, um olhar teu, refletido no meu olho, que me enxegasse por dentro, me virasse de ponta cabeça e descobrisse que o que tenho não é insanidade, mas um amor louco para te oferecer!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para quem quer aprender a gostar

Por ARTUR DA TÁVOLA
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, eqüidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.
Ter razão é um perigo: em geral enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria, do encontro, da dor, do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não.
Cheio ou cheia de razões você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margarida e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomenda-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, "aquela conversa importante que precisamos ter"; arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo desta atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que intuiu em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pode, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

Visite meus Blogs e Spaces

  1. O Spaces do Grupo de Estudo e Pesquisa "Encontros em Psicologia Social Crítica: Reflexões Dialógicas" é um grupo de reflexão originado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, mas não vinculada a esta, cujo objetivo é construir um ambiente de discussão teórica em Psicologia Social sob o enfoque crítico. O grupo foi fundado em novembro de 2006 por: Pedrinho Guareschi, Adriane Roso, Denise Amon, Marília Veronesse e Lucia Stenzel. Atualmente é composto pelos quatro primeiros integrantes. http://encontrosdialogicos.spaces.live.com/
  2. Visite o Blog do Meu Grupo de Pesquisa "´Saúde, minorias Sociais e Comunicação".

Os domingos precisam de feriados...

Por Rabino Nilton Bonder
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão pouco...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Repercursões da Arte em Sala de Aula_Subjetividade e e Clínica


A arte em foco é uma produção da turma ATP2009.
Uma revolução molecular em sala de aula.
Na foto, o Gilberto opinando sobre possíveis nomes aos bonecos, à cena, ao baby e à fala do Presidente na TV...

Fotos Patronesse

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Uma turma prá lá de jóia
Me fez sentir tão especial
Obrigada pela honra
Não preciso dizer que (re)produzirei o carinho
Pois vocês já conquistaram meu amor.
E “Quando eu digo ‘amor’ nesse momento, eu não estou falando sobre emoção afetuosa. (...). Eu estou falando de algo muito mais profundo. Eu estou falando sobre um tipo de entendimento, criativo, que resgata a benevolência para todos os seres humanos” (Parafraseando Martin Luther King, 1963, 23 de jun.).
Amo vocês!
http://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&tab=wm#inbox/121b70c4ebf93909

domingo, 31 de maio de 2009

Noites de Psicologia





De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo” Vinicius de Moraes (1913-1980) Ontem à noite, cansados, mas bem acordados, conversamos sobre muitas experiências e argumentamos sobre possíveis caminhos que pudessem nos levar à criação de revoluções moleculares. O auditório estava repleto de olhos de lince, que nos espreitavam com aquela curiosidade sadia que os alunos têm, famintos pelos nossos argumentos sobre Saúde, corpo, cultura e identidade. Mesa posta, coração acelerado... Lá do alto, antes mesmo de minha fala, eu comecei a "namorar" aquela turma. E foi namorando que meu coração voltou a bater em seu ritmo normal (o coração de professora também dispara nervoso frente a platéias! O meu pelo menos...). H. abriu a Noite com sua voz suave e seu jeito doce de falar... a atmosfera e cada corpo "eu" foi se contaminando por aquela suavidade. Meu corpo sentiu que, de sua fala em diante, os dois corpos da Mary Douglas se uniram, não como um amálgama individual, como uma identidade invanriante, mas como um corpo em processo de singularização. Depois, foi minha vez. Eu tinha preparado uma fala, mas horas antes, desisti daquela idéia. Na articulação mental de meus pensamentos, me dei conta de que o discurso mais autêntico seria aquele que partisse do texto de meu próprio corpo. Corpo protagonista, e receptáculo ao mesmo tempo, da cultura. Um verdadeiro agente da cultura. Falei sem preparar, argumentei na espontaneidade; o texto floresceu a partir de minha carne. Não sei se minha fala realmente tocou alguém, mas eu não sai a mesma dali. Meu corpo foi atravessado pelas "almas, pelos espíritos que pertencem aos agenciamentos coletivos", para parfrasear Guattari. Depois, foi a vez do O. A cada palavra, eu pensava: "Meu Deus, eu realmente sou abençoada. Que sorte eu tenho de ter ao meu lado alguém tão especial, verdadeiramente humano, e tão sábio". O tempo voou e nem percebi, tão gostoso foi estar ali com toda aquela turma. Por que todos os seminários não podem ser assim??? Bom, como as noites foram feitas para dormir e as "Noites de Psicologia" foram feitas para acordar, seguimos dali para o Miau. Omar, Moisés, Camila, Carlise e Michele. (Ah, se eu pudesse levar todos os outros maravilhosos alunos junto comigo no meu bolso). Se no auditório a curiosidade e a suavidade nos alimentaram, no bar, metabolisamos nossas inquietações (claro que a cerveja e o vinho ajudaram no processo) e fomos produzindo modos de subjetivação originais. Foi um momento único, especial, pois voltei a ser aluna de meus alunos e senti que a minha incopletude humana estava sendo preenchida pelos saberes deles. Voltei para casa pensando em quanto é verdadeiro o poema de Guimarães Rosa:
“O importante e bonito é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam”.
Nunca mais eu serei a mesma!

Concursando

Primeiro Dia de Minha Vida em Santa Maria
Na rodoviária, estavam H, J,meu pai e Al. Al. me abraçou e disse que não ia me desejar boa sorte, pois não quer que eu passe no concurso. Quando entrei no ônibus, comecei a chorar. Um misto de nostalgia antecipada com incertezas humanas.
Fiquei num hotelzinho para lá de simples. Hotel Santa Maria. Bem no centro, pertinho da universidade. Mas limpo. Até internet tinha no quarto. Primeiro, levei medo do local, mas depois me acostumei.
Hoje, pela manhã, fui apé até a universidade.Na frentedo Prédio da antiga Reitoria fica o Colégio Marista. Me pareceu muito agradável. Quem sabe essa cidade é melhor do que penso que é...

A Prova Escrita
Fiz a prova hoje de manhã. Foi sobre grupos e instituições de saúde. À tarde, li a prova para todos. Algumas colegas vieram me dizer que adoraram minha prova, que tinha sido a melhor, que fui a única que focou bem e, ao mesmo tempo, abrangi diversas teorias.
Fiquei com medo, pois já ouvi isso antes e a banca não avaliou bem a prova... tomara que dessa vez seja diferente.
Bom, seja o que Deus quiser.
Há um lado meu que quer passar. Há um outro lado meu que não quer vir para essa cidade.

A Prova Prática
Um horror! Quase me desclassifiquei. O computador não lia meu pen. E eu havia ligado para a secretaria para confirmar se eu podia usar o pen. Não fosse um anjo, eu tinha rodado. A. gravou para mim a aula num cd.
Mas Freud explica. As ambivalências são capazes de gerar os mais incompreensíveis comportamentos, inclusive influenciar no funcionamento de pens!
Eu fiquei tão nervosa, mas consegui relaxar. O tema era meu "chão". No final, disse para eles que se eu passasse eu não poderia assumir pois eu teria que ficar em POA cuidando de minha mãe.
Saí de lá tranquila, nem sei como. Talvez por que os meus caminhos já estivessem traçados...

Milagres
Escrevi para o O. contando que minha mãe tinha falecido e que agora, se ainda tivesse vaga, eu poderia assumir. Dias depois, A. me liga, dizendo que tinha visto meu cv e que tinha tudo a ver com o que eles precisavam e que se eu pudesse assumir, ele pediria uma vaga para mim.
Minhas pernas tremeram.
Eu tremi toda. Chorei.
Será que minha mãe deu um jeito lá de cima para realizar o sonho dela???

Nomeação
Finalmente saiu minha nomeação.
Sei que você está aí em cima, olhando para mim, e sentindo-se como uma "missão cumprida". Queria que você estivesse aqui para partilhar bem de perto esse momento... para me ajudar com a Jess... para simplesmente estar ao meu lado... Estou feliz, mas muito ansiosa também. Um frio na barriga... Mas tudo vai sair bem. Tudo já está muito bem.
Espero que eu esteja a altura de assumir essa responsabilidade. Que eu possa sempre fazer o bem e trazer exemplos de bondade a meus futuros alunos do mesmo modo que você e o pai foram para tantas crianças. Obrigada, minha mãe. Siga em paz.


Apart Hotel Appel (25 de agosto de 2008).
Estamos aqui em SM, no . São 9h da manhã. A J e o H dormem. A J dorme como um anjinho, coisa mais lindinha. O H ronca. E eu não consigo mais dormir. Parece que sempre estou na tomada de 420 e ele na de 110.. Já queria sair, conhecer a cidade. Mas fico aqui, deitada, para não acordar os dorminhocos.
Os passarinhos cantam na janela. Acho que tem sol, mas o blackout da janela não me permite ver.
Ontem recebi um email do Prof. A. Ao que tudo indica, daqui a dois meses vou assumir.
Estou bem ansiosa e otimista. Acho que vou gostar daqui.
Ontem, quando chegamos, já estava noite. A cidade me pareceu outra. Enorme, bem desenvolvida. E até bonita.
A J disse impressionada que " a cidade é bem limpinha. Eu não achei que era tão limpinha!".
O primeiro lugar que fomos foi no Carrefour. Achamos lindo. Haviam me dito que era ruim, mas só a cafeteria é uma história, um monumento. E é limpo, diferente de POA.
Depois, fomos no Big. Passamos por uma avenida comprida, onde a gurizada se reune para tomar chimarrão.
Ficamos impressionados com a quantidade de pessoas no shopping tomando chimarrão. Nunca vi isso!
Acho que vamos ter uma vida bem boa aqui. Seremos felizes.
Deus está iluminando nosso caminho. Minha luz voltou a brilhar no caminho profissional. Ela estava adormecida para que eu pudesse cuidar bem de minha vilha.
Obrigada Meu Senhor, Minha Nossa Senhora e Santa Rita por tudo o que sou, por tudo o que tenho. Obrigada.
Quando o Henry acordou, mudamos de hotel, pois detestamos o Appel. Fomos para o Continental. Muito bom.
Almoçamos num restaurante no subterrâneo da Galeria Gaiger. Simples, mas bem temperadinho.

Insights da Jess

Charada
"O que vira a cabeça de um homem?" A resposta no livro diz: "O pescoço". Mas J. encontrou outra resposta: O "não".

Cor e pobreza
Na Redenção veio uma menininha vender pano de prato. Era loira de olho azul. J. me perguntou: "Mamãe, por que ela tá vendendo?".
Eu disse: "Para ajudar a mãe dela fazer dinheirinho.
Ela retrucou: "Mas mamãe, ela não é preta!"

Vovó
-Por que a vové não nos liga?
- Lá ´no Céu não tem telefone.
- Por que ela não vem nos visitar?
- O Céu é longe.
- Não é não, é bem pertinho. Eu tô vendo daqui!

Independência (30 ag0sto de 2008)
-Mamãe, quando eu for grande vou morar em Nova Iorque. E sabe que eu já sei até que mês vai nascer meus filhos?
- Quando?
- Em outubro.
- E eu vou te visitar sempre, porque eu vou querer te ajudar a cuidar dos meus netinhos quando eu me aposentar.
- Mas só quando eu te ligar!

Prova da Globalização - Ou americanização da Cultura Brasileira
Passando de carro pelo supermecado Big, Jess com 4 anos recém feitos, lê: - BIG.
Tempos depois, lê sua segunda palavra, escrita numa propaganda no teatro do DC Navengantes: - Na-ci-o-nal.

Sobre Instinto Gregário
- Filha, que legal, agora tu tem a tua própria classe!
- Classe!?
- Uma mesinha só para ti. Na Creare vocês sentavam todos juntos.
- Mas na Creare era mais bom.
- Por quê?
- Sentando junto a gente não sente tanta saudade...

Deixem nossas crianças serem crianças!
- Mamãe, o Cícero me pediu em namoro.
- O que tu disse pra ele?
- Nada.
- E tu quer namorar com ele?
- Não.
- Por quê?
- Por que eu quero brincar!

Aprendendo com o Mestre

Crítica Crítica negativista = uma espécie de doença ligada à competição. A crítica tem como fundamento ver a coisa mais completa. O bom crítico é aquele que vê a coisa e pergunta: "O que falta?" Ele se pergunta: "Posso dizer algo mais?" Crítica é um hábito, é uma cachaça.

Santa Maria

Semelhanças ente NYC e Santa Maria
Santa Maria tem um pouco de Nova Iorque... NY é a capital das Américas, SM é a capital dos Interiores... NY ferve em mistura de raças/etnias, SM também. Vejo negros, índios, mamelucos, árabes (muçulmanos) e ciganos. Vislumbro igualdade de raça também, ainda que tímida. Negros autoconfiantes, bonitos e bem situados financeiramente. O fluxo de vai-e-vem de tudo quanto é parte misturando suores, sorrisos e esperanças... O sonho de estudantes de todas as partes fermentando no coração de universidades poderosas... Columbia, UFSM e mil outras. New School, NYU... ULBRA, UNIFRA... Há lojas em cada suspiro meu; vendedores ambulante de tudo quanto é tipo. Amendoim torrado, cachorro-quente... uma mistura de cheiros e temperos. O calor que emana do solo, que parece derreter a alma, mas que a brisa taciturna logo nos faz esquecer. Ah, e a grande Salvation Army escondendo tesouros valiosos talvez aqui também tenha! Poderá haver reciclagens preciosas a serem desbravadas aqui nos sebos e brickes? Semelhanças, sincronias, metamorfoses... um mundo em si a se explorar. Que eu seja feliz aqui tanto quanto fui em NY!!!

Pequenas Indignações
Cadê as sinaleiras para pedestre em Santa Maria? Quem pára nas esquinas para o pedestre atravessar? Na avenida Nossa Senhora da Medianeira é um horror atravessar.
E o que são aquelas lombadas para os pedestres cruzarem? Tratem de colocar um tinta nelas, por favor!!!
Por que os azuisinhos demoram tanto? E às vezes nem param?
Por que Santa Maria é tão quente?

Dados de Santa Maria
POP: 270.000 hab; altitude: 151m; Distancia da capital : 320 Km
Algumas Fotos Panoramicas de SANTA MARIA - RS As fotos foram tiradas da sacada do 12o andar do hotel Itaimbe, um dos mais tradicionais da cidade. Santa Maria tem uma geografia muito irregular.Por isso pode-se observar somente uma parte da cidadenesta selecao de fotos.O lado sul da cidade é uma planicie.... o lado norte montanhoso (parte final da Serra Geral). Créditos para : http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=418739

Frases Famosas sobr NYC

I mean that I was in love with the city, the way you love the first person who ever touches you - Joan Dilon, American Writer

Necessidade Humana de Ar – de Ar-condicionado!

Não consigo entender as pessoas que não conseguem viver sem ar-condicionado. Gosto mesmo de ar puro. Quente, abafado, mas ar de verdade. Volta-e-meia tudo bem. É bom sentir aquele gelinho artificial. Mas sempre!? Mas pior que essa "necessidade humana" é a necessidade incondicional de ter algo só por que o outro conseguiu e você não. Que me levem o ar e me deixe o ar puro. Não preciso de nada que possa gerar inveja em outrem.

SOBRE RACISMO

Racismo é igual em todo mundo mesmo, muda um pouco sua forma de expressão, mas o conteúdo é o mesmo. Isso por que há muitas pessoas que não aprenderam a amar, nem tiveram a oportunidade de serem amadas. Viveram, no máximo, um pseudo-amor, e o pseudo-amor leva as pessoas a acreditarem que uns são melhor do que outros. E no seu olhar de superioridade, esquecem que por debaixo da pele todos somos muito iguais. As diferenças são tão insignificantes que nem sequer produzem significâncias nos DNAs.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Grupo de Estudo e Pesquisa "Saúde, Minorias Sociais e Comunicação"

Coordeno o Grupo de Estudo e Pesquisa denominado "Saúde, Minorias Sociais e Comunicação", no curso de Psiciologia da Universidade Federal de Santa Maria. O Grupo tem interesse em estabelecer diálogo com outros pesquisadores e estudantes interessados em contribuir com a psicologia social crítica no Brasil.
O Grupo tem como objetivo geral promover elementos teórico-práticos para a promoção da saúde, em especial da saúde sexual e reprodutiva, através do contínuo questionamento sobre as relações de poder e sobre as verdades que permeiam as narrativas e os discursos cotidianos de diferentes atores sociais. Analisa e intervém (n)a dinâmica da regulação e (no)o controle social frente a questões do corpo, das sexualidades, das tecnologias disciplinares e biopolíticas e dos saberes hegemonicamente constituídos. Especificamente, visa questionar e desconstruir as dimensões de desigualdades de gênero, raça e étnica, e geracionais. Particularmente, interessa-se pelas narrativas e discursos das minorias sociais, dos profissionais da saúde, dos ativistas sociais e dos meios de comunicação de massa (televisão, internet, rádio, etc.). A partir dos pressupostos da psicologia social crítica, tem como meta a atenção primária e a promoção da saúde, objetivando o desenvolvimento da ação política das pessoas, de modo que o espaço público pertença efetivamente, também, às pessoas excluídas. A prioridade é o trabalho em grupo e em comunidade, a relação dialética entre as pessoas que trabalham diretamente com saúde e aquelas que não trabalham, e ação política das pessoas que vivem na comunidade. O investimento é intra-comunitário e inter-comunitário. O Grupo agrega, no momento, duas linhas de pesquisa:"Direitos Sexuais e Reprodutivos, Minorias Sociais e Ideologia", e "Contextos Midiáticos, Cultura e Representações Sociais".
O grupo se reúne às sexta-feiras, às 14horas, no Prédio de Apoio, da UFSM.
Link no Cnpq http://dgp.cnpq.br/diretorioc/fontes/detalhegrupo.jsp?grupo=0327707QZ7GBKR

domingo, 26 de abril de 2009

Racismo

Racismo é igual em todo mundo mesmo, muda um pouco sua forma de expressão, mas o conteúdo é o mesmo. Isso por que há muitas pessoas que não aprenderam a amar, nem tiveram a oportunidade de serem amadas. Viveram, no máximo, um pseudo-amor, e o pseudo-amor leva as pessoas a acreditarem que uns são melhor do que outros. E no seu olhar de superioridade, esquecem que por debaixo da pele todos somos muito iguais.