Bem-vindos!

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Um blog voltado à reflexão crítica, à divulgação de notícia, textos, livros interessantes... um blog para "bloggear". Aqui você encontra um pouco de minhas aulas, de meus pensamentos e minhas experiências cotidianas na UFSM e fora dela.

sábado, 27 de junho de 2009

Sugestão de Livro



Billig, Michael (2008).


Argumentando e pensando - Uma abordagem retórica à psicologia social. Petrópolis: Vozes.


"Quando os oradores só concordam um com o outro, não há mais nada a dizer" (p.43).
Meu livro atual de cabeçeira.
A leitura desse livro me provoca uma nostalgia agradável, pois lembra quando me perdia nas salas subterrâneas da library da Columbia, lendo textos como o do Fournier, de 1883. Quanta energia sobre aqueles volumes... quanta magia!

Michael sacode ironicamente o instituído em Psicologia. O pessoal da CAPES deveria ler Michael com urgência, antes que a Psico vire um amontoado de produções sem nexo, assinadas por um bando de insanos vorazes por Qualis A Internacional, e concordantes com regras absurdas. Se o que vale é quanto você produz e não com que qualidade produz, basta segurar um dedo na mesma letra do teclado por horas a fio que se produz um texto. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz Boa noite zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

quinta-feira, 25 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Olho

O olho grita, o olho sente, o olho navega por teus mares turbulentos e as ondas do meu ser transbordam sobre teu corpo implácido.
"O olhar é sempre virtualmente louco: é ao mesmo tempo efeito de verdade e efeito de loucura" (Barthes).
Ah, se você me dirigisse apenas um olhar, um olhar teu, refletido no meu olho, que me enxegasse por dentro, me virasse de ponta cabeça e descobrisse que o que tenho não é insanidade, mas um amor louco para te oferecer!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para quem quer aprender a gostar

Por ARTUR DA TÁVOLA
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, eqüidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira.
Ter razão é um perigo: em geral enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria, do encontro, da dor, do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não.
Cheio ou cheia de razões você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margarida e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomenda-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, "aquela conversa importante que precisamos ter"; arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo desta atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que intuiu em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pode, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

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  1. O Spaces do Grupo de Estudo e Pesquisa "Encontros em Psicologia Social Crítica: Reflexões Dialógicas" é um grupo de reflexão originado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, mas não vinculada a esta, cujo objetivo é construir um ambiente de discussão teórica em Psicologia Social sob o enfoque crítico. O grupo foi fundado em novembro de 2006 por: Pedrinho Guareschi, Adriane Roso, Denise Amon, Marília Veronesse e Lucia Stenzel. Atualmente é composto pelos quatro primeiros integrantes. http://encontrosdialogicos.spaces.live.com/
  2. Visite o Blog do Meu Grupo de Pesquisa "´Saúde, minorias Sociais e Comunicação".

Os domingos precisam de feriados...

Por Rabino Nilton Bonder
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica.Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações para não nos ocuparmos. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão pouco...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Repercursões da Arte em Sala de Aula_Subjetividade e e Clínica


A arte em foco é uma produção da turma ATP2009.
Uma revolução molecular em sala de aula.
Na foto, o Gilberto opinando sobre possíveis nomes aos bonecos, à cena, ao baby e à fala do Presidente na TV...

Fotos Patronesse

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Uma turma prá lá de jóia
Me fez sentir tão especial
Obrigada pela honra
Não preciso dizer que (re)produzirei o carinho
Pois vocês já conquistaram meu amor.
E “Quando eu digo ‘amor’ nesse momento, eu não estou falando sobre emoção afetuosa. (...). Eu estou falando de algo muito mais profundo. Eu estou falando sobre um tipo de entendimento, criativo, que resgata a benevolência para todos os seres humanos” (Parafraseando Martin Luther King, 1963, 23 de jun.).
Amo vocês!
http://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&tab=wm#inbox/121b70c4ebf93909