Bem-vindos!

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Um blog voltado à reflexão crítica, à divulgação de notícia, textos, livros interessantes... um blog para "bloggear". Aqui você encontra um pouco de minhas aulas, de meus pensamentos e minhas experiências cotidianas na UFSM e fora dela.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Escolhas

Escolhas



Você não me tinha antes,
Nem eu tive a sorte de ter você.
Não sou melhor nem pior do que veio antes,
Mas sou uma nova escolha.
Escolha que talvez você não tivesse feito ontem,
Por que cada pessoa tem o seu momento.
Amanhã seguiremos sem olhar para trás,
Enxugarei tuas lágrimas,
Mas outras descerão,
Pois esse é o processo de "maturação".
Saberemos que você (assim como eu)
Precisou de cada milímetro de sua trajetória
Para chegar exatamente onde chegou!

sábado, 13 de novembro de 2010

Professora do curso de psicologia fala sobre engajamento político nos dias de hoje

Professora do curso de psicologia fala sobre engajamento político nos dias de hoje

Diário de Campo

Sábado, 6 de novembro de 2010.

Novamente saímos de nosso "castelo universitário", arregassamos as mangas e fomos nos inserir na comunidade. Lá fomos nós: Rosinéia Gass, Daniela Orsatto e eu.





Na BR vamos seguindo pensativas: "Quem estará lá na entrada?"; "Como nos receberão?". Ao sairmos do asfalto e nos direcionarmos à comunidade a paisagem sempre nos encanta e acalma. Se antes o coração pulsa e a mente cavalga, com o cheiro de campo, cheiro de vida e tempero de sabedoria popular, nosso sangue fica sereno. É isso que sinto cada vez que chego à estrada da comunidade: tensão x serenidade.



Pela 13 horas, peamos a estrada para almoçar em um restuarante perto dali, mas logo voltamos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

JAI 2010

@5ª JAI da UFSM.
Este ano a temperatura estava muito boa.
Avaliei mais de 30 trabalhos... tomei um cansaço!
Mas sempre gosto desse clima de iniciação científica... alunos reunidos, com olhinhos brilhantes, cheios de expectativas...e depois a frustração... poucos olhares aos seus tabalhos... mas academia é assim mesmo...

Foto 1 - Luana Martins de Brum e Mariana Resener de Moraes comigo. Ao fundo, poster do nosso projeto "Conversando sobre Saúde".




Foto 2 - Alex Monaiar e ao fundo o poster do projeto "Mídia eDrogas".

Foto 3 -  A galera descansando, depois de tanto esperar por uma avaliação. Caroline Mozzaquatro, Sabrina Cunigo, Luana, Marília Bianchini, Mariana e Juliana Rosado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Prova" da Midiação da Cultura_Diálogos com Jess

Lendo o livro "Um dia especial", da Lea Cassol para a Jess, tive que explicar o que era a tal carta de Pero Vaz de Caminha... falei para ela que naquela época as cartas eram escritas com uma pena de ganso ou pavão, e que as pessoas tinham que molhar... nem terminei a frase e ela me disse: "Eu sei como é, mãe, eu já vi uma". E eu, espantada perguntei, quando. Ela respondeu: "No filme do Shrek... o malvado escreve com uma pena".
Isso é midiação da cultura.
Para quem ainda não teve a oportunidade de ler o Thompson,  midiação da cultura é o “processo geral através do qual a transmissão das formas simbólicas se tornou sempre mais mediada pelos aparatos técnicos e institucionais das indústrias da mídia” (THOMPSON, 2007, p.12). Esse processo provoca mudanças em diversas arenas, como na forma como as pessoas se relacionam, no conteúdo e na maneira como as mensagens são veiculadas pela mídia. Isto faz com que o conhecimento e informações que nós temos daquilo que acontece no nosso cotidiano, na nossa sociedade sejam derivados da recepção das formas simbólicas (e.g., ações, falas, imagens, textos, mensagens em geral) veiculadas pelos meios de comunicação (THOMPSON, 2007; GUARESCHI, 2003).
Fiquem ligados, pois o que somos e temos é sempre midiado!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Conceito e Estudo da Ideologia

Serge Moscovici já disse que o objeto central da psicologia deve ser a ideologia e a comunicação.
Assim, quem estuda Psicologia Social precisa estudar os conceitos de ideologia.
Estudem
os clássicos: Marx, Althussser, Gramsci
os contemporâneos: John Thompson, Van Djik
Sugiro os seguintes vídeos explicativos sobre o Conceito de Ideologia.
Althusser
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=_2bYaE2n6_
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=_b3TEzT0wTA&feature=related
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=102kOTaxcTw&feature=related

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

UNISINOS

Setembro de 2010 - São Leopoldo
Voltei recentemente do XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana.
Ah, a Unisinos! Certificada como a melhor universidade particular da região sul.
Saudosismo? Pode ser... mas aquele espaço cheira verdadeiramente a universidade. Não é como a PUC, a UFRGS ou a UFSM. Por tantas universidades já passei, mas nenhuma se assemelha à minha casa. Tem cheiro de livro, sabor de conhecimento. Uma atmosfera que só senti na Columbia University. Talvez seja o tempero da Filosofia, que foi o toque especial. Serviu para eu (re)lembrar a mim mesma de que conhecimento não pode ser raso, que pesquisa empíríca precisa de base... e a gente esquece disso facilmente quando somos engolfados loucamente pelos ditames da CAPES, CNPq.
Voltarei mais vezes!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Educando como? Precisamos repetir sempre o que já está por demais repetido?!

Começo trazendo uma citação do meu Mestre: Pouco lembramos do que nos foi ensinado, porém, jamais esquecemos do tipo de educador que passou por nós, nem da maneira como esse se relacionava com seus educandos (Guareschi & Silva, 2008).

Quão infeliz alguém pode ser
por simplesmente repetir as maldades que recebeu!
Sem se dar conta de que um dia odiou ser tratado daquele modo
Esqueceu as juras de não repetir o mesmo erro e seguiu seu caminho sem saber que "A escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comportar como colega, como amigo, como irmão." (Freire, na poesia "A Escola" ).
Incapaz de ser amigo
porque não experimentou verdadeiramente essa modalidade de relação no contexto acadêmico,
segue sua jornada  revestido da toga invisível e perpétua que distingue seu (suposto) saber dos demais.

A mim, resta acreditar em Freire de que "Não é na resignação, mas na rebeldia em face das injustiças que nos afirmaremos." (Freire, 1996, em "Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa". 5. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 87).

Me calo por hora...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Supervisão de Clínica


A turma não está completa, mas tiraremos mais fotos. Daesquerda para a direitoa: Rosinéia, Alíssia, Dani, eu, Anaíse (ao meu lado), e Ana Júlia (frente).

Copa 2010 e Psicólogos

"O melhor psicólogo do atacante é a rede do adversário" - comentário de Galvão Bueno durante o jogo Brasil x Coréia (15/06/2010). Pode essa?!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Colégio barra adolescente com cabelo moicano em Gravataí

Família reconhece que o regimento proíbe visual extravagante, mas reclama da escola adventista

Maicon Bock
maicon.bock@zerohora.com.br

Ao ser barrado no colégio por causa de um corte de cabelo considerado “extravagante”, como prevê o regimento interno, um estudante de Gravataí, na Região Metropolitana, levantou uma polêmica no ambiente escolar. O caso, que chegou a ser registrado pela família na 2ª Delegacia de Polícia do município, suscita um debate sobre os limites da interferência das instituições de ensino no visual dos alunos.



Afirmando que o filho sofreu constrangimento e humilhação, a dona de casa Laureci Amorim Custódio, 53 anos, pretende ingressar na Justiça. Na sexta-feira, Eduardo Antônio Custódio Franco, 13 anos, foi impedido de frequentar as aulas na 8ª série do Colégio Adventista.



Depois de quatro anos estudando na instituição, o garoto surpreendeu professores e funcionários ao aparecer com um corte no estilo moicano. Raspado nas laterais da cabeça e mais alto da nuca à testa, o cabelo foi avaliado como “extravagante”. Impedido de frequentar a aula, Eduardo foi levado para uma sala isolada, onde recebeu a lição do dia enquanto esperava a chegada do pai, chamado pela direção.



– Além de falarmos para ele que o cabelo estava fora dos padrões definidos pela escola, tivemos o cuidado de não expô-lo aos demais estudantes, pois ele poderia ser motivo de chacota. Ele estava tão diferente que o pai de outro aluno que o viu entrar perguntou se era mesmo um aluno nosso – afirma o diretor da instituição, Isaac Santos.



No regimento do Colégio Adventista, aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, constam normas que devem ser seguidas pelos estudantes. No caso dos meninos, é vedado cabelo comprido ou cortes extravagantes, piercings e brincos. Às meninas, também não são permitidos cabelos extravagantes, o que inclui cores fora das habituais, como vermelho e azul, além do uso de piercings, joias e bijuterias. A instituição justifica que as normas são apresentadas aos pais ou responsáveis no momento da matrícula.



Para a família do garoto, a escola não pode interferir em algo tão pessoal e que não tem relação direta com o aprendizado. Desde sexta-feira, Eduardo não frequenta as aulas.



– Meu filho sofreu constrangimento e não quer mais ir à escola, está nervoso e aborrecido. Falaram que ele era um mau exemplo para os demais, o que não concordo. Vou transferi-lo de escola, porque acho que vão persegui-lo se continuar ali – diz a mãe, que reconhece que no contrato de matrícula aparece a restrição a cortes de cabelo diferenciados.



ZERO HORA

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2849799.xml

sexta-feira, 12 de março de 2010

Será que o pessoal da CAPES lê???

O que se computa para fins de avaliação de um docente, não são suas atividades docentes, relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas. O que esses critérios aos professores é o seguinte: 'Vocês valem os artigos que publicam'. Num universo assim definido pelos burocratas, o aluno se constituinum empecilhoà atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazere se dedicam aos seus alunosestão perdendo o tempo preciso que poderiam dedicar aos seus artigos (Rubem Alves, 2003)

Assim com Rubem Alves, também "sonho com o dia em que os professores , em suas conversas, falarão menos sobre programas e pesquisas e terão mais prazer em falar sobre seus alunos" (Alves, p.72) Fico impressionada quando me dou conta de que os professores nem sabem o nome de seus alunos; um e outro nome talvez alguns professores sabem, mas, ainda asssim, são nomes sem significado, sem gosto, sem identidade. 

Em: "Conversas sobre educação, de Rubem Alves (2003). Ed. Verus, Campinas, SP.

O Preço de um Jantar

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá m.

Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...



As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Dia seguinte.
É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.
Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.
Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' Começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.
Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!

Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada.

Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'HUMMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa....... ........ ......... ......... ......... .......... ......... R$ 200,00
Lingerie.... ......... ......... ......... .......... ......... .........R$ 80,00
Maquiagem... ......... .......... ......... ......... ......... ....R$ 50,00

Sapato...... ......... .......... ......... ......... ....... .. ........R$ 150,00

Depilação..... ......... ......... ......... ......... ..... .... .....R$ 50,00

Mão e pé........... ......... ......... ......... ......... ...... ...R$ 15,00

Perfume..... ......... .......... ......... ......... ....... .. .......R$ 80,00

Pílula anticoncepcional. ......... ......... ...... ............ .R$ 20,00


Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

'Mulheres existem para serem amadas, não para serem

entendidas.' (Vinicius de Moraes)

(Enviado por Anaíse)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Édipo Existe

Estávamos tomando café da manhã, quando, de repente, a Jess olha para mim e diz:
- Mamãe, eu queria casar com o papai!
O Henry deu risadas.
Olhei para ela e disse sem pensar:
- Sabe que quando eu tinha tua idade eu também queria casar com meu pai?! Depois, a gente cresce e escolhe um marido bem parecido com o pai da gente. E eu espero que você saiba escolher uma pessoa tão boa quanto teu pai.
Uma psicóloga pêga de surpresa!
Realmente Freud sabia o que estava dizendo.. ao menos no que tange ao Édipo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Quadro dos Psicólogos

Aconteceu... agora eles já são psicólogos.
Foi muito mais emocionante do que eu imaginava que seria. Eu que não sou de chorar, chorei.
Me senti tão orgulhosa ao ver meu nome em destaque no quadro da turma. Uma responsabilidade pública tão grande que fez meu braço tremer ao fazer o juramento junto a Carlise e à turma.
Foi simplesmente DEMAIS.
Muito obrigada a todos vocês!
Crédito das Fotos: Mariana Resener de Moraes

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Grande Ensaio

Ontem foi o ensaio para o Grande momento de nossas vidas... Ou assim dizem ser.
Eles estavam tão tensos! Pareciam emoldurados, presos em uma caixa. Mas pudera! Eles não se encaixam! Eles não são encaixáveis. São criativos. Tanta formalidade que impediu descontração. Mas a minha mente de “madrinha” descontraiu por eles. Afinal, já passei por tudo aquilo antes e já nem lembro mais como foi exatamente.
Liguei meu outro botão – o da imaginação – e me deixei levar “Como uma onda do mar”...

A Alessandra abriu o desfile. A seriedade em pessoa, mas que, com um toque de mágica, tirou um grande pincel do bolso e começou a pintar o “The Healer”, de Magritte, mas, obviamente, com algumas peculiaridades criativas.
Para sentar, pintou um divã, e ao invés da bengala, um cachimbo freudiano...

A Alice estava na dela. Comendo carapinhas. Se alguém quiser a receita é só pedir a ela. São as mais deliciosas que já provei.

A Ana Paula e a Fernanda caminharam discretamente sob o palco. Ainda tentei desvendar alguns de seus mistérios, mas não consegui.

Quanto mais eu as admirava mais enxergava uma caixinha de pandora...
Deixei o calor extenuante me levar juntamente com o som da flauta da Babi. Ela entrou tocando uma linda música desconhecida:
http://www.youtube.com/watch?v=Z6IYP3hV1nU
Logo depois, entrou a Carlise contando piadas de judeu (E ela ainda diz que não sabe contar piadas. Não esqueci de suas piadas até hoje). Aí, me imaginei contando a seguinte piada para ela e para a turma:
Seu Jacob, senhor elegante e abastado, está em seu carro no bairro de Higienópolis e procura
desesperadamente um lugar para estacionar. Dá uma volta no quarteirão, espera um pouco, vai
um pouco mais longe e nada. Ele tem um encontro de negócios muito importante e não pode
arriscar chegar atrasado. Mas nada, nenhuma vaga! Desesperado, ele olha para o céu e implora:
- Meu Déush, se vóce me ácha um lúgar para shtacionar nos próximas cinco minutos, au prometo
fazer importantche contribuiçon em $$$ para o comunidade, prometo nunca mais me afastar do
religion, prometo de comer sempre kosher, de respeitar Yom-Kippour e todos os festas judaicas,
prometo fazer Shabat...
No mesmo momento, um carro sai de uma vaga bem à sua frente!
Seu Jacob levanta os olhos para o céu e diz:
- Tudo bem Déush, deixa pra lá, já encontrei o vaga!




De repente, ouvimos uns trotes de unicórnio. Quem estaria ali, cavalgando? Ah, a Juliana. Tem ela ou não carinha de fada-princesa?

O ambiente estava ficando por demais ilusório até que entra a Kelly, contando mais piadas, só que de fanho:
Um "Fanho" entrou em um taxi e disse para o motorista onde queria ir. Passando um tempo o motorista do taxi ver uma loira na calçada e pergunta para o fanho:
- Olha essa loira fanho, muito boa, né?
E o fanho respode:
- Feia!!!
Passado-se mais um tempo, o motorista ver uma morena e novamente pergunta:
- Olha essa morena Fanho, muito gostosa, né?
E o fanho:
- feia!!!
Passado-se mais um tempo, o motorista ver um ruiva e pergunta:
- Não fanho, me diz se essa não gostosa?
E o fanho mais uma vez:
- Feia!!!
De repente " BAAAM" o motorista bate em um poste e reclama para o fanho:
- Poxafanho, por que tú não me avisou?
E o fanho:
- Eu te falei: FEIA, FEIA, FEIA!!!

Com passos firmes, Marília entra em cena com uma faixa atravessada no peito dizendo
“Eu passei no mestrado da UFRGS!”.

Tão segura de si que estava que lançou o cartucho do diploma às mãos de Gustavo (da Ensaio). Quem precisa mesmo disso???
A Mari, é claro, entrou fazendo uma deliciosa torta de mirtilhos:

• Para a massa:
• 125 g de manteiga
• 125 g de açúcar
• 1 ovo
• 250 g de farinha
• Para o recheio:
• 300 g de creme chantilly
• 150 g de mirtilo
• mirtilo fresco
• chocolate branco

O calor aumentava (quem foi aquela criatura que desligou o ar?!) e o pessoal cada vez mais duro. As cabeças ferviam tanto que o chapéu da toga nem entrava na cabeça. Só na da Marília e da Tati, que estavam leves como pluma. Gustavo é que, volta-e-meia, nos lembrava que aquilo tudo era uma cerimônia organizada, formal e que bons comportamentos poderiam gerar propostas de emprego advindas da platéia (Tipo skinneriano. Que maldade! Eles não precisam disso, pensei eu).

Moises, com seu ar de fidalgo inteligente, entrou com três livros em baixo do braço – um era do Bauman, um do Freud e o outro não dava para ver, pois estava enrolado em um jornal da Zero Hora - e começa a ler em voz alta, mais para si do que para a platéia:

Dessa ordem que era o orgulho da modernidade e a pedra angular de todas as suas outras realizações (quer se apresentando sob a mesma rubrica de ordem, quer se escondendo sob os codinomes de beleza e limpeza), Freud falou em termos de “compulsão”, “regulação”, “supressão” ou “renúncia forçada”. Esses malestares que eram a marca registrada da modernidade resultaram do “excesso de ordem” e sua inseparável companheira – a escassez de liberdade. A segurança ante a tripla ameaça escondida no frágil corpo, o indômito mundo e os agressivos vizinhos chamados para o sacrifício da liberdade: primeiramente, e antes de tudo, a liberdade do indivíduo para a procura do prazer. Dentro da estrutura de uma civilização concentrada na segurança, mais liberdade significa menos malestar. Dentro da estrutura de uma civilização que escolheu limitar a liberdade em nome da segurança, mais ordem significa mais malestar”. (BAUMAN, 1998, p. 89)

O Ro entrou arrasando, escutando Beyoncé e dançando street dance:

Waiting, waiting, waiting, waiting, ooh
Waiting, waiting, waiting, waiting, ooh

It's 6 o'clock
and seconds feel like hours as I sit here
and watch them tick away

And just the thought
of seeing you again I wanna sang
I've been longing for this day
A Tatiele, empertigada, entrou acompanhada do Omar. Ele não podia deixar de estar ali, afinal, tão querido e afetivo. Paizão de quase todos dali.

Para encerrar, a Valéri entrou em cena dura como um militar... mas logo uma nuvem a cobriu e eu a vi declamando um poema de Antonio Machado:
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar

Não me deixaram fazer discurso. Já tinha até ensaiado algum. Protocolos. Ah, os malditos protocolos! Mas não faz mal, deixo isso para a Paraninfa, que é mais letrada e sábia do que eu. Além do mais, não gosto mesmo de fazer discursos. Pronuncio, aqui, então, poucas palavras que não respondem a toda minha responsabilidade de patronesse, mas refletem meus sentimentos:

SUAS ESTRELAS IRÃO SEMPRE BRILHAR NO CAMINHO A TRILHAR.
SE PORVENTURA, QUALQUER ESCURIDÃO SURGIR, ESTAREI SEMPRE AO LADO DE VOCÊS PARA ACOLHER.
MADRINHA É COMO MÃE. “CRIA’ PARA O MUNDO MAS SEMPRE TEM UM COLO CONFORTANTE, PALAVRAS DE CONSELHO E UM OMBRO AMIGO.
AMO VOCÊS!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sugestão de Leitura_O Progresso das Mulheres no Brasil

O Progresso das Mulheres no Brasil traz um balanço detalhado dessas conquistas e dos desafios que temos pela frente. A obra foi organizada pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), com apoio da Fundação Ford e a colaboração da organização não-governamental Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia).

O livro é composto de textos analíticos e reportagens. Os artigos foram escritos pelas mais renomadas pesquisadoras da área. As reportagens trazem, por meio de relatos de experiências e casos, os impactos dessas mudanças na vida - e no futuro - de todas nós.
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